Na área de prestação de serviços de beleza biossegurança é formada pelo conjunto de ações voltadas para a prevenção, minimização ou eliminação dos riscos relacionados às atividades que possam comprometer a saúde das pessoas e do meio ambiente.

O profissional de beleza ou estética, assim como todos os parceiros e funcionários de salões, barbearias e clínicas, entre outros, estão cotidianamente expostos a diversos riscos, o contato direto com vírus e infecções, produtos químicos, além de estarem sujeitos às ações da poluição ambiental e excesso de ruídos que configuram potencial risco à saúde.

De acordo com Professora de Biossegurança Juliana Cardoso da Defina Estética, “Podemos implementar a biossegurança de uma forma prática no nosso dia a dia na área da estética e da beleza a partir do momento que entendemos a sua importância”.

Juliana complementa: “E, como podemos fazer isso? Monitorando os riscos (biológico, físico, químico, acidental e ergonômico) nos estabelecimentos, garantindo assim a prevenção de eventos não desejados”.

Como se tudo isso não fosse suficiente, o mercado de beleza agora está tendo que aprender a lidar com a mais nova ameaça global, o Covid-19, que requer novos protocolos de segurança.

Com 16 anos de experiência e atuação na área, Juliana afirma que a biossegurança ajuda a reconhecer, avaliar e controlar estes riscos no meio ambiente de trabalho. Ela enriquece nosso entendimento com ensinamentos valiosíssimos.

E, quais seriam esses riscos e eventos não desejados nos estabelecimentos de beleza e estética?

A contaminação por vírus, bactérias, bacilos, fungos, protozoários, material perfuro cortante (fragmentos de ampolas, vidros, agulhas), quedas, queimaduras (autoclaves, estufas, produtos químicos), Lombalgias e LER (lesão por esforço repetitivo).

A fim de evitarmos esses eventos não desejados, Juliana Cardoso recomenda que você realize esse monitoramento através de ‘auto inspeções’, com o objetivo de identificar e avaliar ‘in loco’ se os seus processos (ex. limpeza, descarte do lixo, boas práticas, uso de EPI’s, esterilização, vacinas, uso de produtos regularizados, etc) estão bem definidos ou se precisam ser aprimorados.

É fato que os salões de beleza, barbearias e centros de estética, entre outros, sempre foram alvo de preocupação quanto às medidas de biossegurança; é verdade também que, por uma questão cultural ou pouco interesse, muitos clientes ignoravam o assunto.

Mas isso ficou no passado… se antes seus clientes não davam a devida importância para o tema, agora eles fazem questão. A crise que enfrentamos decorrente do Coronavírus será um divisor de águas para os profissionais da beleza; a pandemia traz um novo olhar para o setor e novos desafios.

Com tudo o que tem acontecido nos últimos meses, a impressão que tenho é que biossegurança até parece algo novo, afinal nunca se falou tanto, mas a verdade é que antes do Covid-19 havia outros males a serem evitados nesses atendimentos de beleza: doenças como Herpes, Hepatite, HIV, micoses superficiais de pele e unhas, dentre outras.

Uma Pesquisa realizada pela Anvisa no Estado de São Paulo em 2011 revelou que apenas 5% das manicures utilizam luvas durante o procedimento, 80% tinham autoclave ou estufa, mas afirmaram não saber usar adequadamente.

No cenário atual será cada vez mais importante que os espaços de beleza e profissionais desse setor se adéquem ao “novo normal” que não é tão novo assim, não é mesmo? Uma ótima fonte de estudos e que permite a emissão de um Certificado de Vistoria Covid-19 é o curso gratuito EAD lançado pelo Sindicato Patronal, Probeleza e ABSB (Associação Brasileira de Salões de Beleza). Para participar e emitir o seu clique aqui: http://belezapatronal.com.br/courses/covid-19/

Um dos meus clientes é o Espaço Gioh, no Rio de Janeiro. Na entrada desse salão foi instalada uma ‘Cabine de Desinfecção’; por lá, antes mesmo de entrar, a temperatura corporal é medida. Após passar pela cabine, uma pia com água, sabão, toalhas descartáveis e álcool gel já está disponível. Antes do atendimento clientes recebem em mãos suas toalhas e capa descartável. Recentemente eu publiquei imagens dessa atitude inspiradora no meu canal no Telegram. Clique aqui para participar: t.me/metodoavante

Seus principais fiscais nesses novos tempos são os clientes que exigirão cada vez mais segurança, não só após a quarentena, mas essa é uma consciência de longo prazo. Se antes uma mulher não questionava o cabeleireiro por pegar qualquer escova do carinho e iniciar a escovação, agora ela vai querer saber: Foi higienizada antes de usar no meu cabelo?

Ou você manicure que, mesmo esterilizando seus materiais, não tem o hábito de abrir o kit e informar a cliente que o mesmo não foi utilizado antes; o seu público agora vai querer saber desses detalhes e irá exigir cada vez mais cuidados.

Eu me tornei embaixadora da marca Shiva, que entre outros produtos, possui higienizadores de escovas e autoclave, justamente porque tem um ótimo custo-benefício e mais do que nunca são itens indispensáveis para meus seguidores, alunos e clientes. Inclusive utilizando o cupom promocional GLEYCE10 você ganha 10% de desconto nas aquisições no site www.shivacare.com.br

Nas minhas mídias sociais eu falo ainda mais sobre esse assunto com apoio dos meus colaboradores, através de Lives, posts, e-books, artigos. Fica de olho. Clique aqui para fazer parte do meu grupo VIP no Telegram: t.me/metodoavante

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