Antes de qualquer coisa, é preciso esclarecer que a Sugestão Legislativa (SUG 26/2019) de criminalização do Coaching, apresentada por um cidadão do Estado de Sergipe no primeiro semestre de 2019 por meio do Portal e-Cidadania, do Senado Federal, não apresenta qualquer fundamento. Todo e qualquer cidadão brasileiro tem o direito de redigir uma Ideia Legislativa e submetê-la à apreciação popular. Foi o que aconteceu. (Fonte: IBC)

É claro que o debate que vem acontecendo sobre uma possível regulamentação do Coaching é muito saudável e colabora para o amadurecimento dessa atividade profissional, cada vez mais importante no nosso país. Nos Estados Unidos, onde a atividade surgiu há algumas décadas, a carreira já movimenta US$ 2,3 bilhões ao ano. No Brasil, são cerca de 70 mil pessoas exercendo essa profissão, segundo a International Coach Federation (ICF).

É natural que algo que se torne tão grande passe a gerar polêmicas e abra caminho para o questionamento de seu papel na sociedade. Mas é preciso que essa Metodologia, internacionalmente difundida, não seja julgada por uma parte de pessoas que agem de má fé, sem ética, sem qualificação… isso é generalizar.

Como bem apresentou no Senado o meu mentor Sulivan França, presidente da Sociedade Latino Americana de Coaching, onde eu fiz minhas formações em Life, Executive e Master Coach, não pode se criminalizar uma profissão com base em pessoas que agem errado, como exemplos apresentados por ele:

Há Padres pedófilos na Igreja Católica, que quando descobertos são julgados e condenados; não podemos criminalizar todos os Padres ou a própria instituição religiosa e sim as pessoas que cometem esses crimes. Assim como os casos de Médicos que fazem o exercício ilegal da profissão e nem por isso a classe inteira desses profissionais é criminalizada.

Ou seja, os Coaches que fazem um trabalho errado… esses sim devem ser punidos e não todos os profissionais da área, até porque é uma Metodologia que tem sim trazido inúmeros resultados a muitas pessoas e empresas e não é pela ação de alguns irresponsáveis que todos devem ser impedidos de praticar essa profissão, o que de fato não vai acontecer porque não tem cabimento tal possibilidade.

Mas é bom lembrar que o erro já começa no fato de uma pessoa que passou por 1 a 4 dias de treinamento, imersão ou similiar, sair de eventos idealizados por Coaches se intitulando Coach ou certificados como Coaches, o que é ainda mais grave. A profissão deve sim ser regulamentada e essas pessoas banidas.

Segundo o IBC é importante diferenciar os termos “criminalização” e “regulamentação”. Enquanto o primeiro refere-se ao cerceamento de liberdade do desempenho de determinada atividade profissional, sendo que não há qualquer possibilidade de acontecer; o segundo consiste na consolidação das diretrizes e parâmetros para que certa atividade seja desempenhada dentro de um padrão de qualidade e excelência.

Originária do idioma inglês, a palavra Coach significa treinador. No mercado de trabalho, ele é o instrutor capacitado a ajudar pessoas e empresas a atingirem mais rapidamente as suas metas, analisando o estado atual e estado desejado, ou seja com foco no futuro. Na teoria, qualquer profissional pode se tornar um coach, desde que domine os conhecimentos dentro da sua área. Na prática, é preciso também estar preparado para lidar com pessoas; ajudar os clientes a identificar limites, superar desafios e desenvolver o seu potencial.

É por isso que, quando decidi ser Treinadora de profissionais e empresas, em especial do segmento Beleza que é onde eu mais atuo, eu não utilizei apenas a minha expertise baseada na experiência de 10 anos na área, ou mesmo os cursos livres de qualificação em marketing, vendas e liderança que eu já havia feito. Eu procurei uma das instituições mais sérias de Coaching no Brasil, a SLAC, e passei por um longo processo para concluir minhas formações em Life Coach, Executive Coach e Master Coach, me capacitando em desenvolvimento pessoal e profissional. Eu sou oficialmente uma TREINADORA, ética, moral, comprometida com os resultados dos meus clientes.

Felizmente, em meio a essa insanidade toda de criminalizar o Coaching, também há quem reconheça a qualidade e os bons resultados dessa atividade. Do Rio Grande do Sul, veio a ideia de regulamentação da profissão apresentada por Ronald Dennis Pantin Filho II. Na justificativa da proposta, o autor destaca que coaches e mentores atuam desde que o ser humano existe, mas que somente nos últimos 40 anos essas profissões ganharam destaque no Brasil ajudando milhares de pessoas a se desenvolverem. “Já temos em três estados da Federação, Rio Grande do Sul, Goiás e São Paulo, o Dia do Coach, que é celebrado todo 12 de novembro. (…) O mesmo ocorre com o mentoring. Ambas metodologias de desenvolvimento humano são consolidadas em países como Estados Unidos, Canadá e em toda a Europa. A ideia é que tenhamos a regulamentação da profissão”, defende. (Fonte: Agência Senado)

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